CPI dos Crimes Cibernéticos convidará jornalista que lançou a hashtag #primeiroassedio para participar de debate

Outros três requerimentos, de autoria do deputado Rafael Motta, também foram aprovados.

30/11/2015 às 17:13:00 | 200 visualizações

A CPI dos Crimes Cibernéticos aprovou, na quinta-feira (26), quatro requerimentos do deputado Rafael Motta (PROS-RN). O primeiro deles convida a jornalista Juliana Faria, que lançou a hashtag no twitter, #primeiroassedio, com o objetivo de estimular mulheres a contarem os casos de assédio que viveram na infância, para participar de debate. A hashtag surgiu após os comentários nas redes sociais de cunho sexual a respeito de uma das participantes do reality show Master Chef Junior.  “Não se pode deixar de colher as impressões da jornalista a respeito de todo o ocorrido e de suas nefastas repercussões, bem como sobre o inequívoco sucesso de sua iniciativa”, explicou o parlamentar.

Também será convidada a juíza de direito na comarca de Porto Alegre, Fabiana dos Santos Kaspary, que decidiu em primeira instância caso envolvendo a divulgação de fotos com conteúdo pedófilo por um menor de idade. Ela fixou em R$ 40 mil o valor a ser pago pelos pais do jovem por entender que eles falharam no dever de vigilância em relação ao filho menor, que afirmou ficar no computador até a hora que quisesse.

A antropóloga Laura Lowenkron também será convidada para falar sobre o seu livro “O monstro contemporâneo: a construção social da pedofilia em múltiplos planos”. A obra é fruto de sua tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O requerimento que convida a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman, também foi aprovado. Segundo dados da Comissão de Banda Larga da ONU, em todo o mundo, 73% das mulheres usuárias da internet já foram alvo de algum tipo de violência online. Somente no âmbito dos países da União Europeia, nove milhões de mulheres já passaram por alguma forma de violência online, algumas aos quinze anos de idade.

Redação PROS na Câmara

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