Capitão Wagner cobra permanência da Força Nacional no Ceará

O parlamentar também criticou o texto da proposta de Reforma da Previdência vazado na imprensa.

05/02/2019 às 20:42:39 | Atualizada em 05/02/2019 às 20:48:29 | 207 visualizações

Em seu primeiro discurso na nova Legislatura, nesta terça-feira (5) na Câmara, o deputado federal Capitão Wagner (CE) agradeceu os mais de 303 mil votos recebidos e criticou o anúncio da saída das tropas da Força Nacional do estado do Ceará.

“Estamos muito preocupados com a notícia de que as tropas da Força Nacional, que foram destinadas ao estado do Ceará e que, gradativamente, sairiam do apoio às forças locais de segurança pública, serão, na verdade, retiradas ainda este mês. Isso em um momento de grave crise envolvendo violência urbana, ataques a órgãos públicos e ações de organizações criminosas que atuam dentro de presídios”.

Capitão Wagner cobrou do presidente da República, Jair Bolsonaro, o compromisso feito em ajudar as forças locais no combate à criminalidade.

“Na campanha apoiei o candidato Jair Bolsonaro. Fui uma das poucas lideranças no estado do Ceará que apoiou o presidente Jair Bolsonaro. E nesse momento, gostaria de chamar a atenção do governo federal pela grave crise de violência pela qual passa o povo cearense. E nesse momento, o governo de Jair Bolsonaro, que teve como uma de suas principais bandeiras a questão da segurança pública, tem a oportunidade de mostrar para o que veio”.

Diante da oposição ao governo do Ceará, o deputado disse que esforços foram feitos, mas não é o bastante para enfrentar a crise.

“Mesmo eu me colocando na base do governo Bolsonaro, tenho o dever de cobrar do governo federal que esses homens da Força Nacional permaneçam no estado do Ceará para dar todo o apoio necessário às forças estaduais. O governo estadual, ao qual faço oposição, fez a sua parte, convocando policiais aposentados e reservista, colocando-os no efetivo das ruas, além dos agentes penitenciários, aprovados em concurso público, que foram convocados”.

Reforma da Previdência

Na tarde desta segunda-feira (4), a imprensa vazou uma minuta de uma possível proposta de Reforma da Previdência. Sobre o assunto, Capitão Wagner rechaçou os itens que retiram os direitos de trabalhadores.

“Com relação à proposta da Previdência, divulgada por diversos meios de comunicação, acreditamos que esse não será o projeto que será discutido e votado nesta Casa. Da maneira como está, é um projeto que não atende os anseios da população, ataca o trabalhador, ferindo vários direitos. Mesmo me colocando na base do governo, a gente vai votar contra esse projeto".

O deputado federal citou o caso de policiais militares, enquadrados em regras similares a de outras categorias.

“É inadmissível cobrarmos de um policial militar, de um bombeiro, que muitas vezes não tem carga horária definida em lei e, outras vezes, como no caso do Ceará, convocados mesmo quando já estão aposentados, o mesmo número de anos para a aposentadoria como em outras categorias. E não falo somente de policiais e bombeiros, mas também de outras categorias de profissionais que possuem características especiais de trabalho”.  

 

Redação PROS na Câmara

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